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Presidente do Sulpetro defende criação de Fundo de Amortecimento para combustíveis

5 de outubro de 2021

O Presidente do Sindicato intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul, SULPETRO, João Pedro Dal’aqua, defendeu a iniciativa do Presidente Jair Bolsonaro em sugerir a criação de um “Fundo de Amortecimento” para os combustíveis. Em entrevista à Rádio Progresso, ele disse que a medida possibilitaria uma redução nos impactos dos aumentos no preço dos combustíveis, que acontecem por diversos fatores.

“As negociações para a criação deste fundo dependem especificamente da questão política. Na prática, esse fundo seria como já teve no passado e serviria para evitar as grandes variações que ocorrem nas commodities, que acontecem por diversas questões. Quando o preço estiver muito elevado, pode funcionar como colchão de amortecimento e quando estiver muito baixo, pode repor”, explicou. 

O líder sindical disse ainda que o problema no alto valor dos combustíveis é global e que não cabe designar a culpa aos governos estadual e federal. “A variação das commodities afeta o preço em todo o mundo. No Brasil tem o agravante de que o combustível é acrescido dos biocombustíveis. No caso da gasolina, é acrescido o álcool e no diesel, o biodiesel (que é ainda mais caro). Não pode subir ou baixar uma mistura sem afetar o restante”.

O Sulpetro aguarda, segundo Dal’Aqua, resultado das movimentações que estão acontecendo a nível de congresso pra ver o que pode ser feito “sem jogar pedras em ninguém”. “Temos o Governo Federal bastante preocupado com esta situação, buscando soluções para o problema. Enquanto isso, devemos ter paciência. Não é culpa de ‘A ou B’, precisamos encontrar um caminho para superarmos essa crise já que o mundo inteiro está passando por um momento muito difícil em função da inflação”.

Para Dal’Aqua, é necessário buscar uma solução negociada e o Governo Federal precisa definir de onde vai buscar recurso para investimento neste fundo de amortecimento.  “Esta questão que vai precisar de uma negociação mais forte, não pode pensar que a Petrobras vai resolver, ou os governos do estado e federal”.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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