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Primeira sede da Cotrijui se torna ponto de uso de drogas e vandalismo no centro de Ijuí

27 de julho de 2021

A estrutura de um prédio pertencente à Cotrijui, que abrigou a primeira sede da Cooperativa, na Rua José Hickembick, centro da cidade, passou de sede da Reitoria da Unijuí para palco de consumo de drogas e vandalismo. Os moradores do entorno relatam aglomerações frequentes, inclusive com presença de menores de idade, consumo de drogas e depredação. 

Uma moradora que prefere não ser identificada, disse que sente medo ao passar pelo local. “Eu chego da igreja e só ouço barulho das vozes e objetos quebrados. Tenho medo, pois o local é escuro e não sei se estas pessoas seriam capazes de fazer algum mal”. A mesma moradora disse que é comum a presença de menores de idade, que consomem drogas e bebidas alcoólicas. A estrutura está completamente vandalizada, com portas, janelas e até mesmo teto e assoalho quebrados, paredes pichadas e volume expressivo de lixo depositado no local.

O local era protegido por um portão, que não impedia o acesso das pessoas ao prédio. Há alguns meses, a moradora disse ter assistido o resgate de uma jovem, que teria sofrido uma overdose. “Os policiais vieram para fazer o socorro, junto com a ambulância, e tiveram que arrombar o portão, que ficou aberto depois disso. Eles já entravam com o portão fechado, não mudou nada”. 

A Brigada Militar faz patrulhamentos frequentes no local, afim de coibir o consumo de drogas. Segundo o Capitão da BM, Gilmar Bischoff, com a pandemia, o problema reduziu, mas não acabou. “Depois da pandemia diminui muito, continuamos fazendo patrulhamento naquela área, em alguma situações realizamos abordagens de pessoas suspeitas que possivelmente sejam usuárias de drogas”.

O prédio pertence à Cotrijui e foi a primeira sede própria da cooperativa, que agora é administrada por uma equipe de interventores. A representação da gestão disse ter conhecimento de todos os problemas provenientes do abandono do prédio. “Como a gestão feita pela Brizola e Japur junto aos imóveis pertencentes a Cooperativa Cotrijuí, é um processo de Administração Judicial no aguardo de decisão do Magistrado para liquidação (venda dos imóveis através de leilão, para posterior pagamento dos credores) nós da Administração Judicial não temos autorização para a venda de nenhum imóvel da Cooperativa, apenas arrendamento”.

Em pronunciamento encaminhado à reportagem da Rádio Progresso, a administração da cooperativa explicou que faz a zeladoria dos imóveis ainda não arrendados, sempre buscando por alternativas para tentar minimizar qualquer prejuízo aos bens da Cooperativa, e angariar recursos para o caixa da Cooperativa. “Temos ciência do fato de que vândalos arrombaram o imóvel. Nosso Time, responsável pelo acompanhamento das propriedades já se deslocou até o imóvel e já providenciou um levantamento de tudo o que precisa ser feito para bloquear e impedir o acesso das pessoas às dependências do prédio e pátio. Ocorre que por se tratar de um processo de Administração Judicial, precisamos de cotação dos serviços com 3 empresas diferentes, e os orçamentos recebidos até o momento são de valor muito alto para a elaboração do serviço. Sendo assim, pensando em zelar pelo caixa da Cooperativa, estamos buscando mais alternativas de outros prestadores de serviço, no intuito de tentar economizar na elaboração deste trabalho”.

A atual administração afirmou ainda que a comunidade de Ijuí pode estar segura de que as providências estão sendo tomadas. “Inclusive tivemos situação semelhante no antigo prédio do Bom Pastor. Pessoas em situação de vulnerabilidade invadem esses locais, quebram vidros e nos causam prejuízos, mas isso foge de nossa alçada. Visto que se não há autorização de venda dos imóveis, somente arrendamento e não temos nenhum interessado em fazer uso da estrutura, desta forma, só nos resta, contratar uma empresa para consertar o que fora destruído e fechar o acesso, para zelar pela segurança da comunidade e impedir maior depredação do prédio em questão”.

A contratação de serviço de vigilância 24 horas para o local seria uma alternativa resolutiva, no entanto, esbarra em questões financeiras. “Vale ressaltar também que a colocação de uma vigilância 24 horas no local, o que seria o ideal, gera um custo altíssimo para o caixa da Cooperativa que não possuí mais operações, somente a renda da locação dos imóveis. Como Administradores nosso papel é reservar o maior montante possível para o pagamento dos credores e gastar com uma vigilância 24horas, seria inviável, visto que este Imóvel não nos gera receita nenhuma atualmente e todas as tentativas de locação do imóvel não evoluíram”.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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