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Procura por consultas médicas de pacientes com doenças crônicas reduz 20% em Ijuí durante a pandemia

26 de novembro de 2020

Alunos do curso de medicina da Unijuí desenvolveram recentemente um levantamento com relação a busca por atendimento médico no município por parte de pacientes portadores de doenças crônicas.
Coordenado pelo professor do curso de medicina e médico cardiologista do Instituto do Coração (INCOR) do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), Rafael Manhabosco Moraes, o estudo identificou que se comparado ao ano passado, houve uma redução de 15 a 20% na procura por consultas médicas por parte desses pacientes nas Estratégias de Saúde da Família (ESF) de Ijuí.

O resultado do estudo preocupa, já que isso significa, segundo Dr. Rafael, que milhares de pessoas, justamente as mais vulneráveis a contrair o coronavírus, deixaram de realizar suas consultas periódicas, pelo receio de contrair a doença. “O intuito do nosso trabalho é chamar atenção desses pacientes e lembrá-los do quanto necessitam desse acompanhamento médico regular para que as doenças estejam controladas, de forma a suportar melhor a infecção pela Covid caso venham a contrair a doença” afirma o médico cardiologista.
Rafael comenta que essa realidade se reflete também no Instituto do Coração do HCI, na medida em que houve uma redução muito expressiva na procura por atendimento. “No caso da cardiologia, se um paciente deixar de fazer sua revisão periódica, pode haver um agravamento da doença, levando inclusive a morte” acrescenta Rafael.

Segundo o médico cardiologista, é importante a comunidade ter todo cuidado em relação a Covid, porém, os serviços de saúde, sejam eles hospitais ou unidades básicas, se prepararam para atender os pacientes diante da pandemia, através da adoção de rígidos protocolos de segurança. “Diante desses cuidados, o risco de uma pessoa contrair a doença nesses ambientes é muito baixo” afirma.

Outro ponto destacado pelo médico cardiologista, é que o município de Ijuí deve comemorar, já que há muitos anos é considerado um polo de saúde, algo que se consolidou nas últimas décadas, principalmente com a implantação do Cacon- Centro de Alta Complexidade em Oncologia e do Incor- Instituto do Coração, ambos instalados junto ao HCI e que são referência regional.

Sobre a expectativa para 2021 em relação a chegada de uma vacina, Dr. Rafael acredita que provavelmente no início do próximo ano ao menos uma das três vacinas que estão na linha de frente, ou seja, Pfizer, Coronavac e Moderna, já sejam liberadas pela Anvisa. “O que não significa que estaremos imediatamente livres da pandemia, vamos demorar alguns meses até atingir uma parcela significativa da população” relata Rafael, que acredita que a aplicação das doses deve iniciar pelos profissionais da saúde que atuam na linha de frente de combate a doença, em seguida aos grupos de risco para somente depois ser liberada à população em geral.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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