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Profissionais da Associação dos Transportadores Escolares de Ijuí buscam recursos para sobreviver durante a pandemia

16 de abril de 2021

Um dos setores mais afetados pela pandemia foi o do transporte escolar. Devido a suspensão das aulas presenciais em todo o país há mais de um ano, os profissionais desta categoria buscam alternativas para sobreviver. De acordo com Roger Freitas, presidente da Associação dos Transportadores Escolares de Ijuí, hoje a associação conta com cerca de 40 profissionais do transporte escolar vinculados.

Antes da pandemia, em torno de 90 veículos compunham a frota de transporte escolar de Ijuí, hoje são aproximadamente 60 viaturas. Muitos profissionais tiveram que vender seus veículos para sobreviver, outro não tiveram mais condições de realizar a manutenção dos automóveis, o que impossibilitou o uso e há casos até de transportadores que não tiveram mais condições de pagar as prestações do veículo, o que ocasionou a apreensão por débito financeiro.

Diante desta situação, estes profissionais precisaram se unir e se reinventar. Muitos foram trabalhar em outras áreas como a jardinagem, transporte de aplicativo, construção civil, ou qualquer outro meio que possa gerar renda para manter as famílias, mas nem sempre isso é possível. Assim, alguns acabam contando com o recebimento de uma cesta básica por mês, vinda através do município, mas que é insuficiente para manter uma família, doações vindas da comunidade e a solidariedade dos colegas e amigos que se apoiam neste momento difícil.

Perante isso, a Associação dos Transportadores de Ijuí está recebendo o apoio dos vereadores Paulo Braga e Bruna Gubiani no desenvolvimento de um anteprojeto de lei que viabiliza recursos financeiros em contrapartida ao trabalho destes profissionais durante a pandemia. A associação está agendando uma reunião com o prefeito de Ijuí para receber a aprovação ou a negativa quanto ao desenvolvimento do plano. Caso seja aprovado, será encaminhado para análise da Câmara de Vereadores.

Este projeto pode mudar a realidade do transporte escolar municipal que, caso não tenha condições de se manter, pode acabar entrando em colapso por falta de profissionais e de verba para a permanência e manutenção dos veículos.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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