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Projeto Família Acolhedora ainda tem baixa adesão em Ijuí

19 de fevereiro de 2020

Desde 2018, o município de Ijuí conta com o projeto Família Acolhedora, iniciativa que cadastra famílias interessadas em receber jovens em situação de vulnerabilidade social. O programa é um complemento ao acolhimento institucional, feito por entidades como os lares mantidos em Ijuí.

Conforme a promotora Marlise, o acolhimento familiar, mesmo que não seja definitivo, traz grandes benefícios às crianças e adolescentes. Isso porque a atenção ao jovem é individualizada e o ambiente familiar provoca melhorias significativas no desenvolvimento, principalmente das crianças. O problema é que, atualmente, há pouquíssimas famílias cadastradas no programa Família Acolhedora.

A percepção das autoridades é de que há uma confusão entre o acolhimento temporário e a adoção definitiva. Além disso, muitas pessoas alegam que o Família Acolhedora é injusto. Isso porque, mesmo após a criação de vínculos, o jovem acolhido não necessariamente será adotado pela família que o acolheu, já que a programa tem prazo determinado de permanência do menor.

A promotora Marlize explica, porém, que tanto o acolhimento familiar quanto o institucional, têm como objetivo primordial o retorno à família biológica. No caso específico das crianças destituídas das famílias biológicas, a lei determina que o acolhimento não pode pressupor uma adoção, já que o processo poderia se configurar em direcionamento do menor, o que é vedado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Neste contexto, o projeto Família Acolhedora tem como objetivo contribuir para a reintrodução dos jovens na vida familiar, principalmente aqueles que não seguem o padrão pretendido pelas famílias interessadas em adoção.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí.
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