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“Que esse pesadelo acabe e que a bola volte a rolar o mais breve possível”, diz jogador de futebol amador de Ijuí

22 de maio de 2020

Todos os setores foram afetados devido a pandemia do coronavírus que já dura aqui no Brasil há de 2 meses. No esporte não foi diferente. Praticamente todos os clubes de futebol do país estão com atividades paralisadas.

No esporte amador, mas precisamente no futebol, também existem reflexos. Muitos jogadores que disputam as competições pela região sentiram o impacto por não conseguirem realizar suas atividades esportivas especialmente aos finais de semana. Conversamos com o atleta Vanderson, desportista sempre envolvido nas competições municipais e pela região.

Rádio Progresso de Ijuí: Fale sobre a quarentena. Ansiedade pela volta do futebol tanto no profissional quanto no amador.

Vanderson: Não sei se passou na cabeça de alguém que teríamos que enfrentar tudo isso que estamos passando frente a esse vírus que teve um efeito adverso na vida de todos, seja em qualquer aspecto, acredito que para a maioria das pessoas, não. Mas estamos ai firmes e fortes lutando contra e fazendo todo possível para continuar em frente orando e torcendo para que achem uma cura e isso acabe de uma vez por todas e a rotina volte ao normal, para isso também é importante manter uma boa saúde tanto física como mental, se manter ativo para pensar somente no presente e futuro, manter a rotina de treinamentos com os devidos cuidados, esta sendo para muitos um aliado forte para vencer a ansiedade, o estresse e o tédio. Agora falando somente sobre o futebol, o que pessoalmente pra mim mudou minha rotina também mesmo sendo um atleta amador, tendo um emprego e profissão ao qual gera também minha renda. A ansiedade para que tudo volte ao normal, tenhamos finais de semana com os cuidados, pré-jogo e preparação, bastidores, pessoas que se deslocam de longe e perto para assistir/jogar, estádios/campos cheios de torcedores, enfim quem está no meio sabe ao que me refiro, frio da barriga, ansiedade para que a bola role, para torcer, para jogar, para vivenciar novamente todas estas experiências e emoções a flor da pele, É GRANDE DEMAIS! Acredito que quem vive no meio disso está achando muita falta também, tanto para nós atletas/torcedores de campeonatos amadores na região, quanto ao profissional que com certeza torcemos e vivenciamos cada jogo, cada campeonato, cada notícia que durante a semana e fim de semana temos nossos horários certos para junto a amigos, familiares assistir aos jogos e torcer. Ao qual a estes é sua profissão e sua fonte de renda. Enfim, esperamos que esse pesadelo acabe, que vençamos mais essa dificuldade e que a bola volte a rolar o mais breve possível, que as emoções, energias positivas e alegrias tomem conta das pessoas novamente.

RPI: Quando a bola voltar a rolar, o atleta pode ficar com algum receio?

Vanderson: Acredito que quando a bola voltar a rolar, tanto profissional quanto amador, o início será mais complicado, com bastante cuidados por parte dos clubes e jogadores, primeiramente pelo risco de contagio desse vírus, pois há muito contato físico e aglomeração nos jogos, se alguém tiver infectado o contágio pode acontecer, MAS por outro lado só vai voltar quando tiver convicção que não terá esse risco, terá os cuidados necessários, restrições que deverão ser cumpridas para proteção tanto do atleta como dirigentes, treinadores, arbitragem, imprensa, enfim todas pessoas que fazem o espetáculo acontecer e temos também o lado físico do atleta que mesmo se condicionando, treinando, aperfeiçoando não é a mesma coisa que o jogo em si. Pois é um tempo e preparação bem diferente da habitual em todos clubes, o que também dificulta para o atleta, terá um certo receio quanto a lesões também, em função do esforço que o jogo tem e que não se tem em um treino por exemplo. Tivemos exemplo bem prático e recente na reabertura da Bundesliga, onde na primeira rodada teve bastante jogadores com algum tipo de lesão tendo que ser substituído, então o receio vai acontecer mas com o passar dos jogos tudo se normaliza. O que tem se buscado é manter o mais próximo da rotina normal, para manter uma boa saúde mental e física e tentar amenizar os efeitos da quarentena. Será um ano bem diferente para o futebol num todo, então todos deveram se adequar da melhor forma possível.

RPI: Como lidar com a parte psicológica do atleta?

Vanderson: A parte psicológica do atleta é um fator de suma importância e que deve ser trabalhado mais ainda neste momento, pois o isolamento social trouxe bastante ansiedade e estresse para os atletas que viveram até hoje uma rotina muito intensa e diferente da atual, com poucas horas de folga e em casa junto a família e muitas viagens, treinos e jogos e para amenizar isso muitos clubes contrataram psicólogos para transmitir via vídeos a seus atletas um atendimento, palestras e manter uma boa saúde mental e buscar que os atletas continuem focados mesmo com todas essas adversidades. Frente a isso, os próprios atletas procuram se manter fisicamente ativos treinando em casa ou em lugares abertos com os devidos cuidados é claro e com a orientação necessária manter uma rotina de horários para acordar, fazer refeições, treinar, brincar, descontrair, falar com amigos e familiares por vídeo, para que se diminua ao máximo a angústia do atleta e os efeitos negativos dessa nova rotina. E para concluir a mensagem que fica é que além de atleta de alto nível, são pessoas como todas as demais, então enfrentam e sofrem da mesma forma. Por dias melhores para todos nós.

 

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí//Foto: Futebol de Catuípe

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