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Região Celeiro registra perda de R$ 125 milhões com a crise do setor leiteiro

21 de fevereiro de 2018

Os 21 municípios que compõe a Associação dos Municípios da Região Celeiro (Amuceleiro) sofrem graves reflexos com a crise no setor leiteiro, visto a queda no preço do leite pago ao produtor. Durante assembleia da entidade, no último dia 16, a Emater apresentou levantamento sobre as perdas financeiras que os municípios registraram no último ano.

 

Os dados foram detalhados pelo coordenador do escritório regional da Emater, com sede em Ijuí, Carlos Turra, e pelo supervisor microrregional, João Schommer. O resumo do impacto econômico e social da crise leiteira em 2017, somente na região Celeiro, já resultou numa perda de mais de 125 milhões de reais e no abandono de mais de 500 famílias da atividade.

Ainda de acordo com os técnicos da Emater a produção não diminui muito, em torno de 5 %, porém o valor do litro de leite variou de 10 a 60 centavos e esse foi o fator que mais prejudicou os produtores. Os impactos são bem maiores, uma vez que não se tem como precisar 100 % em valores reais, pois essa crise acaba refletindo em todos os setores, principalmente no comércio.

Para o presidente da Amuceleiro e prefeito de Chiapetta, Eder Both, “é necessária e urgente uma ação por parte dos prefeitos da Amuceleiro com objetivo de buscar alternativas para amenizar a crise. Nossa região tem sua base econômica agrícola mantida por pequenos produtores e a atividade leiteira figura como uma das principais fontes de renda da população. Precisamos pensar e ajudar os pequenos, pois são esses que vêm sentindo os maiores impactos da crise. Buscaremos alternativas junto aos governos e órgãos competentes o mais breve possível, pois essas ações também fazem parte da nossa missão enquanto gestores públicos”, ponderou Both.
 

Como encaminhamento da assembleia ficou acertado que a Amuceleiro promoverá um grande seminário na região para tratar sobre o assunto. Detalhes serão divulgados posteriormente quando confirmado local, data e programação. Também será marcada uma audiência com o Governo do Estado para tratar da crise leiteira e dependendo da legalidade, será estudada a possibilidade de a região decretar coletivamente situação de emergência ou calamidade pública.
 

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