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Representantes de segmentos ijuienses destacam comemoração, mas desafios no Dia Internacional da Mulher

8 de março de 2018
Da esquerda para a direita: Noemi Huth, Silvia Amaral e Adriane Hanke

Comemoração, mas também desafios. Assim pode ser analisado o Dia Internacional da Mulher, que transcorre hoje, segundo explanações feitas nesta manhã na Rádio Progresso por parte de representantes de órgãos ou entidades de Ijuí. A responsável pela Coordenadoria Municipal da Mulher, Noemi Huth, frisou que a violência contra a mulher sempre existiu, porém na atualidade a Lei Maria da Penha, por exemplo, dá mais proteção.

No caso específico de Ijuí, salientou que existe a rede de proteção à mulher, com delegacia de Polícia Civil especializada, a própria Coordenadoria, Fórum Permanente e Conselho da Mulher. Outro passo importante vai ser dado hoje, visto que logo mais, às 14 horas, acontece apresentação do primeiro Plano Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres. O evento ocorre, em audiência pública, no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ijuí.

Mesmo com essas conquistas, Noemi Huth citou um dado alarmante em âmbito nacional, ou seja, a cada sete segundos uma mulher é vítima de violência física e grande parte dos casos ocorre dentre das próprias casas. Também falou na RPI hoje pela manhã a coordenadora do Fórum Permanente da Mulher e presidente da Comissão da Mulher da 23ª Subsecção da OAB, Adriane Hanke.

Ela observou a necessidade da igualdade entre homens e mulheres em várias instâncias, por exemplo, financeira, social, dentre outras. Adriane Hanke citou projeto da Ordem dos Advogados do Brasil que defende que não precisa ser atriz de cinema para divulgar assédio. Ainda concedeu entrevista na RPI, nesta manhã, a presidente do Conselho da Mulher de Ijuí e Assistente Social na Penitenciária Modulada, Sílvia Amaral.

Citou que dentro da própria casa prisional ijuiense existe projeto que atende homens que cometem violência doméstica. Em desenvolvimento há três anos, a iniciativa já trabalhou com 75 homens e, desses, apenas cinco reincidiram em crimes não graves, o que é considerado resultado positivo. Outra informação é que na Penitenciária são cerca de 10 homens, moradores de Ijuí, presos por violência contra mulheres.

Já especificamente do público feminino, a Modulada de Ijuí tem quase 40 mulheres presas, a maioria por tráfico de drogas. Em muitos casos, essas mulheres entram no mundo das drogas para sustentar as famílias.

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