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Rio Grande do Sul adere à campanha pelos direitos das mulheres do campo

1 de setembro de 2017
Uma campanha da Organização das Nações Unidas, que defende o empoderamento das mulheres que trabalham no campo, recebeu a adesão do governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, nesta quinta-feira (31). O ato ocorreu no Pavilhão da Agricultura Familiar, na 40ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Com o título Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, o objetivo da campanha é mostrar para a sociedade a importância do trabalho das agricultoras, para o desenvolvimento do estado e do país. No Brasil, a campanha é liderada pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, que também esteve no evento.

Dados da ONU mostram que as mulheres são responsáveis por 45% da produção de alimentos no Brasil e nos países em desenvolvimento. Mas apenas 20% delas são proprietárias das terras onde produzem. A organização também afirma que elas costumam trabalhar 12 horas a mais por semana do que os homens.

Com base nessa realidade, a proposta é que o empoderamento comece pelas próprias mulheres. Segundo a embaixadora da campanha na Região Sul (RS, SC e PR), Bruna Dariva, é importante mostrar para elas próprias o valor enorme que elas têm. "Muitas vezes, a mudança de comportamento tem que começar por nós mesmas. E, quando vemos que não estamos sozinhas, a valorização é uma consequência", disse a produtora de Erechim.

As ações da campanha são para aproximar e fortalecer as mulheres do campo, criando uma grande rede de mobilização. A secretária Maria Helena Sartori lembrou a importância de iniciativas assim. "Às vezes, uma conversa, um desabafo, uma troca de experiência ajudam, e muito. O apoio e a identificação empoderam. Pode parecer pouco, mas ter um tempo para nós mesmas é fundamental", disse.

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