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Saiba quem já é pré-candidato a presidente em 2018

9 de março de 2018

Diante da instabilidade política que repousa sobre o país, o número de pré-candidatos a presidente para as eleições de outubro se multiplica. A cinco meses do início do registro das candidaturas, ao menos 19 nomes se lançaram na disputa — os últimos foram Rodrigo Maia (DEM) e Ciro Gomes (PDT), anunciados pelas legendas na quinta-feira (8).  Confira, abaixo, quem já é pré-candidato à Presidência:

Álvaro Dias (Podemos): O senador anunciou a sua pré-candidatura em evento do partido, no Rio de Janeiro, em novembro de 2017. Foi expulso do PSDB por agir contra orientações da legenda. Em 2016, entrou no PV e, com projeto presidencial, filiou-se ao Podemos no ano passado. 

Cabo Daciolo (Avante): O deputado federal confirmou sua candidatura no início de fevereiro. Em setembro do ano passado, o controverso parlamentar defendeu o fechamento do Congresso e a intervenção militar no país.

Ciro Gomes (PDT): Foi oficializado pré-candidato a presidente pelo PDT na última quinta-feira (8). Ciro admite que gostaria do apoio do PT na disputa e já admitiu que Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, seria um "vice dos sonhos". Candidato ao Planalto em 2002, o ex-governador do Ceará também foi ministro da Integração Nacional no governo Lula.

Cristovam Buarque (PPS): O senador anunciou, em novembro de 2017, licença para concorrer à Presidência neste ano. Depois de apresentar sua intenção à legenda, o ex-governador do Distrito Federal (DF) tenta viabilizar sua candidatura.

Dr. Rey (sem partido): O "cirurgião das estrelas" disse, no ano passado, que pretende disputar a Presidência. Em 2014, o cirurgião plástico concorreu a deputado federal, mas não se elegeu.

Eymael (PSDC): O democrata cristão está entre os pré-candidatos que querem suceder Michel Temer. Consagrado pelo jingle "ei, ei, Eymael", venceu somente duas eleições, em 1986 e 1990, para deputado federal por São Paulo.

Fernando Collor de Mello (PTC): Primeiro presidente eleito pelo voto direto após as ditadura militar, Collor anunciou o retorno à disputa pelo Planalto em 19 de janeiro. "Este é o momento dos mais importantes da minha vida", disse, no agreste alagoano. Foi alvo de processo de impeachment em 1992 e, desde 2006, é senador.

Geraldo Alckmin (PSDB): Único inscrito nas prévias do PSDB, Alckmin "venceu por WO" e tornou-se pré-candidato à Presidência. "Habemus candidato", disse na última terça-feira (6). Por isso, a consulta interna antes pretendida não ocorrerá no partido. O governador de São Paulo fica no cargo até abril, quando começará a viajar pelo país.

Guilherme Boulos (PSOL): Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Boulos confirmou sua pré-candidatura ao Planalto no último domingo (4). Porém, sua intenção causou estranhamento dentro do PSOL. Há quem reclame que sua candidatura foi construída "de fora para dentro" e com o "dedo" de Lula.

Henrique Meirelles (PSD): O ministro da Fazenda não tem escondido que pretende concorrer a presidente. Porém, de seu partido, já recebeu o aviso de que não receberá apoio. O banqueiro busca se aproximar de outras legendas, como o PMDB.

Jair Bolsonaro (PSL): Recém-filiado ao PSL, o deputado federal cumpre seu sétimo mandato como deputado federal. Em seu discurso, defende o armamento da população e opõe-se ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Tem aparecido na segunda colocação, atrás de Lula, nas pesquisas de intenção de voto.

João Amoêdo (Novo): Fundador do Novo, foi anunciado candidato em novembro do ano passado. Ex-banqueiro, abandonou o mercado financeiro para criar o partido com o objetivo de renovar a política brasileira. É defensor do liberalismo econômico.

Levy Fidelix (PRTB): Fidelix divulgou sua pré-candidatura à Presidência em novembro. Presidente nacional do partido, disputou uma vaga ao Planalto em 2010 e 2014. Também tentou se eleger deputado estadual, federal, prefeito e governador de São Paulo, mas nunca foi eleito.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Presidente com índices recordes de popularidade, Lula vê suas chances de disputar as eleições minguarem desde a condenação em segunda instância no caso do triplex do Guarujá. Um dia depois do julgamento no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), reafirmou sua intenção de concorrer ao Planalto. Em caravanas pelo país, o PT tem sustentado que "não tem plano B".

Manuela D'Ávila (PC do B): Deputada estadual no Rio Grande do Sul, foi lançada oficialmente candidata em novembro do ano passado. Será a primeira vez, desde 1989, que o PC do B disputará o cargo separado do PT. Manuela cumpriu dois mandatos como deputado federal e disputou a prefeitura de Porto Alegre em 2008 e 2012.

Marina Silva (Rede): Ex-senadora e fundadora da Rede, Marina lançou sua pré-candidatura em dezembro de 2017. Foi a terceira colocada nas duas últimas eleições ao Planalto, em 2010 e 2014. Mesmo com bom desempenho em pesquisas, enfrenta o afastamento de aliados.

Paulo Rabello de Castro (PSC): Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista lançou-se como pré-candidato em novembro de 2017. Suas pretensões eleitorais têm sido alvo de críticas dentro do governo, que acredita que Rabello esteja usando a instituição para alavancar a sua imagem.

Rodrigo Maia (DEM): Presidente da Câmara, foi lançado candidato na última quinta-feira (8) em convenção nacional do DEM. Aliada histórica do PSDB, a legenda não tem candidato próprio na disputa ao Planalto desde as eleições de 1989. Na base de Michel Temer, o partido quer se distanciar do atual governo.

Valéria Monteiro (PMN): Mais de 20 anos depois de deixar a TV Globo, a ex-apresentadora do Jornal Nacional e do Fantástico lançou sua pré-candidatura em setembro de 2017. Em janeiro deste ano, filiou-se ao Partido da Mobilização Nacional (PMN) e começou uma "caravana da coragem" pelo país. 

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