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Secretário da agricultura defende criação de medidas protetivas para a produção de leite

12 de fevereiro de 2019
Secretário Covatti Filho (centro) participou de ato com o governador Eduardo Leite

O governo federal decidiu, na semana passada, suspender a cobrança tarifária sobre a importação de leite em pó da União Europeia e da Nova Zelândia. A medida preocupa os produtores rurais gaúchos, pois o alimento importado pode entrar em maior quantidade e mais barato que o produto nacional.

O secretário da agricultura, pecuária e desenvolvimento rural do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, admite que a manobra do governo federal preocupa o Estado e lembra que, segundo dados da Emater, 20 mil famílias gaúchas deixaram de produzir leite em 2018. “Esse gesto do governo federal, com a equipe econômica, isso que nos deixa um pouco apavorado, sem ouvir o ministério da agricultura, os secretários, os agentes políticos que hoje representam o setor tomou aquela atitude. Isso nos deixa apreensivos, até porque nós estamos trabalhando com a questão do Mercosul para tentar barrar essa entrada enlouquecida de leite vindo de outras países”, destacou o secretário. Com o apoio das bancadas ligadas ao setor do leite no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa, Covatti Filho defende a criação de medidas protetivas, além de pressionar o governo estadual e federal para conseguir uma resposta. “Acho que nos próximos um mês, um mês e meio, com a liberação do orçamento do governo federal, nós vamos ter uma compra emergencial de leite aqui do Brasil pra tentar trazer um pouco de oxigênio aos produtores e aos consumidores”, revelou.

Questionado sobre a crise do leite no Estado, cuja produção é ampla na região de Ijuí, o governador Eduardo Leite assegurou que está em articulação com o ministério da agricultura e da fazenda para identificar todas as alternativas que permitam uma concorrência leal com o mercado internacional. “Na forma que nós temos hoje há uma concorrência desleal que exige posições, por exemplo, tarifas que façam o anti-dumping, subsídio que é feito em outros países acaba colocando a concorrência de forma desleal com o leite produzido no Brasil. É algo importante para a nossa economia, para a nossa bacia leiteira do Rio Grande do Sul. Nós estamos em articulação e analisando todas as alternativas possíveis para que o nosso leite produzido no Estado tenha as condições de competir em igualdade com o leite produzido fora daqui”, disse o governador.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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