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Serviço de entrega dos Correios é suspenso em ruas de Lages por causa de cachorros soltos

2 de setembro de 2017
Ao menos 19 ruas de Lages, na Serra de Santa Catarina, estão sem serviço de entrega dos Correios por causa do excesso de cachorros soltos. Em 2017, 19 funcionários foram afastados do trabalho por conta dos ataques de cães. Os moradores dessa ruas precisam ir até uma agência para buscar as correspondências.

Conforme a NSC TV, em algumas ruas é tanto cachorro que virou um risco para segurança dos carteiros. É preciso desviar, cuidar para não cair da moto ou ser mordido. "Passou um [cão] na minha frente e eu cai da moto. Fui fazer até CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), minha mão inchou. Foi vez foi à situação mais séria. Mordida de cachorro na bota, nas pernas, isso aí é quase semanal. Se você me perguntar se eu fui mordido essa semana, com certeza já fui mordido", conta o carteiro Luiz Fernando Alves Candido.

O gerente dos Correios em Lages, Eduardo Macedo, disse que só este ano já foram 19 afastamentos de funcionários por conta dos ataques. A maneira encontrada foi suspender os atendimentos por tempo indeterminado. "Vamos prestar o serviço de entrega onde há segurança ao profissional e condição de entrega. Em ruas com muitos cães soltos, que oferecem risco de queda, de mordida, a gente suspende temporariamente o serviço até avaliar as condições para voltar a entregar", afirma Macedo.

Já faz tempo que na caixinha da aposentada Vilma Subtil de Souza não chega correspondência. "A gente tem que ir nos Correios buscar, dá uma polêmica bastante grande, porque além da gente tirar o pessoal do serviço deles, a gente tem que passar um monte de cartas pra ver as qual que é da gente. Tem que sair de casa pra ir lá. Ainda bem que eu não pago ônibus, senão ia ser bastante complicada a coisa, né", contou.

A prefeitura de Lages acredita que a cidade tenha cerca de 50 mil cachorros de rua. Por mês são castrados cerca de 115 cães que vivem nas ruas, informou o secretário de Meio Ambiente, Euclides Mecabô. "É preciso que a população tenha consciência e não deixe nas casas se proliferar cachorro. E, quando isso acontecer, que dê o tratamento adequado logo ao nascer, que no período certo venha fazer o processo de castração", afirma Mecabô.

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