Busca rápidaX

MANCHETES

Soldado preso pela BM segue sob custódia no HCI e tem prisão homologada pela justiça

8 de junho de 2021

Está sob custódia no Hospital de Caridade de Ijuí o policial militar Monir Antônio Pazze, após supostamente sofrer um surto psicótico na noite de sábado, no bairro Herval. Na ocorrência, ele foi cercado pela Brigada Militar BM e, três horas depois, aceitou se entregar. A polícia teria realizado a abordagem porque o PM estaria efetuando diversos disparos de arma de fogo.

Em vídeo que a reportagem da Rádio Progresso obteve, mostra o policial no momento da abordagem. Já no começo das filmagens o soldado fala que poderiam matá-lo, matar sua mãe e sua companheira. Ele estava agarrado à sua mãe enquanto falava com os policiais. Na sequência, Monir se dirigiu a uma policial que negociava sua rendição e a chamou de uma série de ofensas, inclusive ao filho da mulher que possui necessidades especiais. “Deus te mandou esse filho deficiente pra te castigar. Pelo lixo que tu é”.

Posteriormente, um outro PM de Ijuí passa a ser ofendido, também, da mesma maneira, com palavras de baixo calão. Monir ainda desejou a morte do pai do policial, dizendo que iria morrer por covid.

Durante entrevista à RPI, o capitão Gilmar Bischoff disse que o soldado foi autuado em flagrante na Brigada Militar. “Houve todas as garantias constitucionais, com um advogado acompanhando o flagrante. Não houve interrogatório do autor dos crimes, tendo em vista que está internado”.

A prisão foi homologada pela Justiça Militar, sendo aceita pela juíza Elaine Almeida Soares. Monir deve responder pelos crimes de desacato a superior, desrespeito a superior, desacato a militar e ameaça.

O CASO:

Segundo registro da BM, foi apreendida com ele uma pistola particular com 10 cápsulas deflagradas e duas intactas. A arma funcional de Monir já havia sido recolhida em função dele estar afastado do trabalho desde março.

Enquanto estava isolado dentro de casa com a mãe, o soldado enviou mensagem de áudio para um membro da imprensa de Ijuí, dizendo que queriam matá-lo por ele ter feito denúncias de irregularidades contra policiais militares por desvio de materiais de construção. Em mensagem para outra pessoa, reforçou ter denunciado oficiais por supostos desvios de verbas.

O soldado estava afastado das funções desde março por estar respondendo a Conselho de Disciplina, que vai verificar se ele tem condições de permanecer atuando na BM. No ano passado, ele protagonizou situação semelhante à de sábado.

Na noite de 15 de agosto de 2020, a BM foi acionada para uma ocorrência de disparos de arma de fogo em via pública, no bairro Herval. No local, identificou que o suspeito seria o policial militar Monir. Durante o atendimento da ocorrência, o soldado teria desacatado e ameaçado colegas.

Compartilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
error: Conteúdo protegido!