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SUS inclui mais 10 terapias alternativas de tratamento

14 de março de 2018

O brasileiro terá novas terapias alternativas oferecidas pelo SUS – o Sistema Único de Saúde. São tratamentos preventivos que poderão ser feitos junto com a medicina comum. Foram incluídas práticas como aromaterapia, cromoterapia, hipnoterapia e terapia de florais.

Na lista há também tratamentos menos conhecidos, como constelação familiar, técnica de representação espacial das relações familiares – que permite identificar bloqueios emocionais de gerações ou membros da família – e imposição de mãos, descrita pelo ministério da Saúde como “cura pela imposição das mãos próximo ao corpo da pessoa para transferência de energia para o paciente”.

O ministério pretrende promover bem-estar e diminuir o estresse e a ansiedade. Com a ampliação, anunciada nesta segunda-feira (12), serão no total 29 práticas desse tipo disponíveis para os pacientes. No SUS, elas são chamadas de “práticas integrativas” ou “complementares” à medicina convencional, como mostrou o SóNotíciaBoa no mês passado. Assista aqui.

Em 2017 foram incorporadas 14 atividades, chegando às 19 práticas disponíveis atualmente:

  • ayurveda
  • homeopatia
  • medicina tradicional chinesa
  • medicina antroposófica
  • plantas medicinais/fitoterapia
  • arteterapia
  • biodança
  • dança circular
  • meditação
  • musicoterapia
  • naturopatia
  • osteopatia
  • quiropraxia
  • reflexoterapia
  • reiki
  • shantala
  • terapia comunitária integrativa
  • termalismo social/crenoterapia e
  • yoga
Terapias incluídas a partir de agora
1. Apiterapia: método que utiliza substâncias produzidas pelas abelhas nas colmeias, como apitoxina, geleia real, pólen, própolis, mel e outros
2. Aromaterapia: uso de concentrados voláteis extraídos de vegetais, os óleos essenciais promovem bem-estar e saúde
3. Bioenergética: visão diagnóstica aliada à compreensão do sofrimento e adoecimento; adota a psicoterapia corporal e exercícios terapêuticos, ajudando a liberar as tensões do corpo e facilitando a expressão de sentimentos
4. Constelação familiar: técnica de representação espacial das relações familiares que permite identificar bloqueios emocionais de gerações ou membros da família
5. Cromoterapia: utiliza as cores nos tratamentos das doenças com o objetivo de harmonizar o corpo
6. Geoterapia: aplicação da argila com água no corpo; pode ser usada em ferimentos, cicatrização, lesões e doenças osteomusuculares
7. Hipnoterapia: conjunto de técnicas que, pelo relaxamento e concentração, induz a pessoa a alcançar um estado de consciência aumentado para alterar comportamentos indesejados
8. Imposição de mãos: imposição das mãos próximo ao corpo da pessoa para transferência de energia para o paciente; promove bem-estar e diminui o estresse e a ansiedade
9. Ozonioterapia: mistura dos gases oxigênio e ozônio por diversas vias de administração; tem finalidade terapêutica e promove melhoria de diversas doenças, sendo usada na odontologia, neurologia e oncologia
10. Terapia de Florais: uso de essências florais que modifica certos estados vibratórios; auxilia no equilíbrio e harmonização do indivíduo

Onde encontrar
Hoje, as terapias estão presentes em 57% dos 5.570 municípios do país. Pra saber o posto de saúde mais próximo que oferece as práticas, pergunte na secretaria de saúde da sua cidade. 88% destes tratamentos são oferecidos na rede de atenção básica. Inicialmente, apenas cinco práticas alternativas eram oferecidas pelo SUS.

Em oito anos, o número de atendimentos em terapias alternativas e complementares no SUS cresceu 670%, passando de 271 mil, em 2008, para 2,1 milhões em 2016, segundo o Ministério da Saúde. O ministério da Saúde estima que cerca de 5 milhões de pessoas por ano participem dessas práticas no SUS.

Além das novas inclusões, o ministério de Saúde também definiu as diretrizes e modo de implantação dos procedimentos termalismo/crenoterapia e medicina antroposófica, que já eram oferecidas no SUS de forma experimental.

Controvérsias
Ao menos seis das dez práticas incluídas a partir de agora não são reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina  —aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, geoterapia, imposição de mãos e ozonioterapia.

“Isso não significa que o Ministério da Saúde não possa incorporá-las, mas deixamos claro que os médicos não podem indicá-las ou utilizá-las”, afirma o presidente do CFM, Carlos Vital.

Para ele, faltam evidências científicas e avaliação consistente de riscos e malefícios. Já o ministério da Saúde diz que evidências científicas têm mostrado os benefícios do tratamento integrado entre medicina convencional e práticas integrativas e complementares.

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