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Técnico Gilmar Dal Pozzo defende manutenção dos estaduais

3 de junho de 2020

Conhecido no futebol Gaúcho, o técnico do Náutico, Gilmar Dal Pozzo, foi o entrevistado do quadro Geral 92.1 da Rádio Progresso de Ijuí. Na ocasião o comandante do Timbu falou sobre a retomado do campeonato Pernambucano, Copa do Nordeste, calendário do futebol nacional e o aprendizado pós pandemia.

RETORNO DAS ATIVIDADES

Estamos na expectativa, as autoridades sanitárias de Pernambuco autorizam os treinos a partir dia 15 de Junho, após essa data estamos liberados para retornar e depois a expectativa é reiniciar o campeonato, temos a Copa do Nordeste e Série B do brasileiro, enquanto isso estudamos bastante, trocamos idéias com os colegas, assistindo jogos na televisão, montamos planejamento por que vai ser um cenário totalmente diferente quando voltarmos, existe um protocolo e teremos que seguir o mesmo, então estamos elaborando nosso trabalho em cima deste protocolo para retornar no dia 15 deste mês.

CALENDÁRIO

Eu defendo uma bandeira que carrego que é defender o futebol. Eu passei todas etapas de uma carreira que um profissionais pode passar. Ou seja, começando no Pratense de Nova Prata, Caxias, Veranópolis, no interior gaúcho, indo para Portugal, conquistando títulos, mas eu sei das minhas origens, eu sei de onde eu saí, em algum momento eu vejo algumas bobagens de que os campeonatos estaduais tem que acabar, e isso me incomoda muito por que eu fui projetado para o futebol saindo do Pratense, imagina se não tivesse os campeonatos estaduais. O técnico da seleção brasileira hoje, Tite, quantas vezes foi treinar as equipes do interior, Mano Menezes, Felipão, Tiago Nunes, entre outros, todos eles começaram nos campeonatos estaduais, se não tivesse os estaduais estes técnicos não teriam a oportunidades de serem projetados para o mundo. Então eu gostaria muito que por conta de tudo que esteja acontecendo, a CBF, clubes, técnicos, existisse uma movimentação para que isso mudasse, mas no fundo não tenho muita expectativa, por que né muito momento. Agora se fala nisso e daqui um mês já se esquece. No acidente da Chapecoense foi mobilizado fair play e passou 2, 3 meses e não tinha mais respeito, então é muito cultural. Precisa partir da CBF, dos órgãos responsáveis para tomar essas decisões de olhar com mais carinho para os clubes de menor porte. Não existe apoio para esses clubes. Digo isso por que eu fiz 4 campeonatos gaúcho pelo Veranópolis e sempre fizemos campanhas boas e classifiquei o clube para a Série C na época e por falta de incentivo da CBF e até mesmo da FGF, inviabilizava a participação do clube e que fechava as portas no segundo semestre.

APRENDIZADO

Reforça ainda mais meus conceitos, escala de valores, da importância de ter uma família, amigos, então neste momento de tristeza é reforçar exatamente isso, talvez esse seja um legado para dar uma “freiada”, o mundo estava muito acelerado, temos que valorizar, principalmente a nossa família e nossa saúde.

 

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí/Foto: Assessoria Náutico

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