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“Um ano perdido”: agricultor familiar lamenta perdas causadas pela estiagem

13 de janeiro de 2022

Em uma tarde com temperaturas ultrapassando os 35ºC, a reportagem da Rádio Progresso visitou a propriedade da família Paullat, no Parador, interior de Ijuí. Visivelmente abatido, o agricultor Irani Paullat mostrou os estragos causados pela falta de chuvas, nas diversas culturas que produz. 

O agricultor de 52 anos, nunca teve outra profissão. Segundo ele, esta é a pior estiagem que lembra, desde 2011. “Em 2011 foi feia, mas começou mais tarde. Assim, de não chover bem desde outubro, é a primeira vez que vejo”, pontuou. A produção de repolhos, morangas, melancia, melão e quiabo foram totalmente perdidas. Algumas outras culturas resistiram, mas não apresentam qualidade no produto.

Irani e a esposa, Raquel, comercializam a produção na Feira do Produtor, na Rua 24 de Fevereiro, mas estão enfrentando a falta de produtos. Antes da seca, a comercialização acontecia três vezes por semana. Agora, a família está com dificuldades para reunir produtos para um único dia de vendas. “Mal e mal consigo ir uma vez por semana. Os hortigranjeiros que não se perderam, estão feios. O cliente não quer uma verdura feia, sem presença”, lamentou. 

O agricultor explica que a falta de água prejudica as culturas já plantadas e impede que novas sejam cultivadas. “Não consigo manter o que tem, nem plantar novas culturas”. O agricultor, que planta também soja, já perdeu 50% da lavoura. E esperança agora é que a chuva venha, para que possa cultivar hortigranjeiros novamente. “Se chover, pelo menos os hortigranjeiros  podem ser plantados novamente, porque em três meses já conseguimos colher, mas para a soja, é um ano perdido, não tem o que fazer”, disse. 

 

 

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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